No dia 3 de Março, os alunos do 8ºA tiveram a oportunidade de participar numa actividade muito interessante, dinamizada por uma animadora da Biblioteca Municipal. Afectos, amizade, companheirismo e leitura... Sentimentos que podem ser despertados por um livro, por uma frase, por uma palavra...
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terça-feira, 3 de março de 2009
Semana da Leitura 2009 - Dramatização do texto "O Pássaro da Alma"
...Ainda o Pássaro da Alma de Michal Snunit dramatizada por três alunos do 6ºD. Parabéns pela excelente escolha.Para que todos possam apreciar este texto tão lindo, tão profundo! Um convite à reflexão...
No fundo, bem lá no fundo do corpo, mora a alma.
Ainda não houve quem a visse,
mas todos sabem que existe.
E não só sabem que existe,
como também sabem o que lá tem dentro.
Dentro da alma, lá bem no centro,
pousado numa pata, está um pássaro.
E o nome desse pássaro é o Pássaro da Alma.
E ele sente tudo o que nós sentimos :
Quando alguém nos magoa,
o pássaro da alma agita-se para lá e para cá
em todos os sentidos dentro do nosso corpo, sofre muito.
Quando alguém nos ama,
o pássaro da alma dá pulinhos de contente,
para trás e para a frente, vai e vem.
Quando alguém nos chama,
o pássaro da alma põe-se logo à escuta da voz
a fim de reconhecer que tipo de apelo é.
Quando alguém se zanga connosco,
o pássaro da alma recolhe-se
dentro de si ,tristonho e silencioso.
E quando alguém nos abraça, o pássaro da alma
que mora no fundo, bem lá no fundo do nosso corpo,
começa a crescer, crescer,
até encher quase todo o espaço dentro de nós,
tão bom para ele é o abraço.
Dentro do corpo, no fundo, bem lá no fundo, mora a alma.
Ainda não houve quem a visse,
mas todos sabem que ela existe.
E ainda nunca, nunca veio ao mundo alguém
que não tivesse alma.
Porque a alma entra dentro de nós no momento em que nascemos
e não nos larga
- Nem uma só vez –
até ao fim da vida.
Como o ar que o homem respira
desde a hora em que nasce até à hora em que morre.
Decerto querem também saber de que é feito o pássaro da alma.
Ah, isso é mesmo muito fácil :
É feito de gavetas e mais gavetas.
Mas não podemos abrir as gavetas de qualquer maneira,
pois cada uma delas tem uma chave para ela só!
E o pássaro da alma
é o único capaz de abrir as gavetas dele.
Como ?
Pois isso também é muito simples :
Com a segunda pata.
O pássaro da alma está pousado numa pata,
e com a outra – que em descanso está dobrada sob a barriga –
roda a chave da gaveta que quer abrir,
puxa pelo puxador, e tudo o que está dentro dela
sai em liberdade para dentro do corpo.
E como tudo o que sentimos tem uma gaveta,
o pássaro da alma tem imensas gavetas.
A gaveta da alegria e a gaveta da tristeza.
A gaveta da inveja e a gaveta da esperança.
A gaveta da desilusão e a gaveta do desespero.
A gaveta da paciência e a gaveta do desassossego.
E mais a gaveta do ódio, a gaveta da cólera e a gaveta do mimo.
A gaveta da preguiça e a gaveta do vazio.
E a gaveta dos segredos mais escondidos,
uma gaveta que quase nunca abrimos.
E há mais gavetas.
Vocês podem juntar todas as que quiserem.
Às vezes uma pessoa pode escolher e indicar ao pássaro
as chaves a rodar e as gavetas a abrir.
E outras vezes é o pássaro quem decide.
Por exemplo: a pessoa quer estar calada e diz ao pássaro para abrir
a gaveta do silêncio. Mas ele, por auto-recriação,
Abre-lhe a gaveta da fala,
E ela desata a falar, a falar sem querer.
Outro exemplo: a pessoa quer escutar pacientemente
- e em vez disso ele abre-lhe a gaveta do desassossego
que faz com que ela se enerve.
E acontece que a pessoa tenha ciúmes sem qualquer motivo.
E que estrague justamente quando mais quer ajudar.
Porque o pássaro da alma nem sempre é disciplinado
e às vezes dá-lhe trabalhos...
Agora já compreendemos que cada homem
é diferente do seu semelhante
por causa do pássaro da alma que tem dentro de si.
O pássaro que em certas manhãs abre a gaveta da alegria,
e a alegria jorra para dentro do corpo e o dono dele fica feliz.
E quando o pássaro lhe abre a gaveta da raiva,
a raiva escorre de dentro dela e domina-o totalmente.
Até que o pássaro volte a fechar a gaveta
ele não pára de se zangar.
E quando o pássaro está de mau humor
abre gavetas que dão mal-estar.
E quando o pássaro está de bom humor
escolhe gavetas que fazem bem.
E o mais importante – é escutar logo o pássaro.
Pois acontece o pássaro da alma chamar por nós, e nós não o ouvirmos.
É pena. Ele quer falar-nos de nós próprios.
Quer falar-nos dos sentimentos que estão encerrados nas gavetas dentro de nós.
Há quem o ouça muitas vezes.
Há quem o ouça raras vezes,
E há quem o ouça
Uma única vez na vida.
Por isso vale a pena
talvez tarde pela noite, quando o silêncio nos rodeia,
escutar o pássaro da alma que mora dentro de nós,
no fundo, lá bem no fundo do corpo.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Semana da Leitura 2009 - Encontro com Amaro Neves
AMARO NEVESAMARO Ferreira NEVES, nasceu em Fermentelos (Águeda), em 1942.
Licenciou-se em Ciências Históricas (Porto, 1970) e concluiu o curso superior de Ciências
Pedagógicas (Porto, 1972), seguindo a carreira docente.
Dirigiu a Escola Preparatória de Albergaria-a-Velha (1973-1974), tendo sido professor efectivo
na Escola Secundária (Águeda, 1976-1978).
Leccionou no Liceu de Aveiro, mais de 25 anos.
Foi fundador da ADERAV – Associação de Defesa e Valorização do Património Natural e
Cultural da Região de Aveiro (1979) e seu presidente por vários anos.
Presidiu ao Conservatório de Música de Aveiro (1985-1987) e dirigiu os Serviços Sociais da
Universidade de Aveiro (1987-1989), tendo sido na mesma altura membro do CNASES –
Conselho Nacional da Acção Social do Ensino Superior.
Fez o Mestrado em História da Arte Moderna (Universidade de Coimbra, 1993-1995), integrou
o Conselho Consultivo Municipal da Cultura (Aveiro, 1998-2001).
Membro do Rotary-Clube de Aveiro (1987-2002) e membro fundador da FEDRAVE (1989),
presidiu dez anos ao ISCIA, coordenando cursos superiores de pós-graduação em História e
Património Cultural. Foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro (1998-2004), tem
publicado diversos trabalhos na área e dirigiu diversos órgãos de comunicação (jornais e
revistas) sobre História, Património Cultural e História da Arte.
Obras do autor:
Os lemas da Trofa, na história e na Arte de Quinhentos (Águeda, 1983)
Aveiro – História e Arte (Aveiro, 1984)
Azulejaria Antiga em Aveiro (1985)
Aveiro – Silhuetas do tempo (1985)
A Real Irmandade de Santa Joana e os seus inventários artísticos (1987)
O Senhor da Índia, na Santa Casa da Misericórdia de Aveiro (1991)
Azulejos do Buçaco (1992)
Barristas Aveirenses (Aveiro, 1992)
Dois retábulos maneiristas na Sé de Aveiro (Aveiro, 1996)
Judeus e cristãos novos e a Inquisição (Aveiro, 1997)
Arte Nova em Aveiro – o porquê da diversidade de ‘estilo’ (Aveiro, 1997)
A Misericórdia de Aveiro nos séc. XVI e XVII (Aveiro, 1998)
A Orquestra típica de Águeda (Águeda, 1998)
Arte Nova em Aveiro e seu Distrito (Aveiro, 1998)
A Misericórdia de Aveiro – Quinto centenário (1998-2000) (Aveiro, 2001)
A pintura maneirista em Aveiro – o núcleo da Santa Casa (Aveiro, 2002)
De ‘Quinta da Moita’, o complexo social da Misericórdia de Aveiro (Aveiro, 2003)
D. Brites de Lara e Meneses, mecenas e benemérita aveirense (Aveiro, 2004)
ADERAV – 25 anos de Serviços (Aveiro, 2004)
O Paço do Alboi, em Aveiro (Aveiro 2005)
D. Frei Miguel de Bolhões e Sousa, emérito Bispo aveirense (Aradas, 2006)
A primeira loja maçónica em Aveiro (? – 1823) (Aveiro, 2006)
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Aveiro – 1882 a 2007, Bombeiros Velhos (Aveiro, 2007)
O Natal em Aveiro e sua região (Aveiro, 2007)
A cidade dos ovos moles (Aveiro, 2008)
O encontro com o historiador e grande defensor do património português, foi muito interessante e os alunos mostraram-se muito entusiasmados com a experiência. O tema principal da conversa foi "A cidade dos ovos moles", primeiro livro de literatura infantil editado pelo autor. Os alunos fizeram algumas perguntas a Amaro Neves e leram algumas passagens do livro, dando a conhecer duas lendas sobre a origem deste doce tão apreciado. Ao mesmo tempo e, para que todos ficassem a saber como se fazem os deliciosos ovos moles, a Professora Margarida Simões exemplificou. No fim... claro, todos nos deliciámos!
Para terminar a visita os alunos ofereceram ao historiador uma dramatização de "O Pássaro da Alma" de Michal Snunit. Muito bonito! Eis a reportagem fotográfica:
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Programa da Semana da Leitura
EB 2,3 José Ferreira Pinto Basto Ílhavo
Semana da leitura - 2 a 6 de Março de 2009
Programa:
Puzzle literário (ao longo da semana)
Concurso “Ler é …”. Prémio melhor frase (ao longo da semana)
Maratona de leitura com pequenos contadores de histórias (ao longo da semana)
Entrega de prémios aos 3 leitores mais assíduos (dia 2)
Encontro com o historiador/escritor Amaro Neves (dia 2)
1+1=2. Os livros e os jovens: uma relação de amizade (da responsabilidade da Biblioteca Municipal – dia 3)
Lançamento do Livro de contos (resultado da actividade “Ponto a ponto… constrói-se um Conto”, realizada na Semana da Leitura de 2008 – dia 4)
Hora do Conto para Jardins de Infância e algumas turmas do 2º ciclo (dia 4)
Relançamento do Bookcrossing: inauguração do quiosque do Bookcrossing (dia 5)
“Uma Vaca de Estimação”, de Luísa Ducla Soares, dramatizada pela actriz Cláudia Sttatmiller
(dia 5)
Teatro “O mar”. Peça dramatizada pelos alunos do 7ºA (dia 6)
Leitura em vários sotaques (dia 6)
Encontro com Pais e Encarregados de Educação. (dia 6)
Semana da leitura - 2 a 6 de Março de 2009
Programa:
Puzzle literário (ao longo da semana)

Concurso “Ler é …”. Prémio melhor frase (ao longo da semana)
Maratona de leitura com pequenos contadores de histórias (ao longo da semana)
Entrega de prémios aos 3 leitores mais assíduos (dia 2)
Encontro com o historiador/escritor Amaro Neves (dia 2)
1+1=2. Os livros e os jovens: uma relação de amizade (da responsabilidade da Biblioteca Municipal – dia 3)
Lançamento do Livro de contos (resultado da actividade “Ponto a ponto… constrói-se um Conto”, realizada na Semana da Leitura de 2008 – dia 4)
Hora do Conto para Jardins de Infância e algumas turmas do 2º ciclo (dia 4)
Relançamento do Bookcrossing: inauguração do quiosque do Bookcrossing (dia 5)
“Uma Vaca de Estimação”, de Luísa Ducla Soares, dramatizada pela actriz Cláudia Sttatmiller
(dia 5)
Teatro “O mar”. Peça dramatizada pelos alunos do 7ºA (dia 6)
Leitura em vários sotaques (dia 6)
Encontro com Pais e Encarregados de Educação. (dia 6)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Bibliotecas do Mundo....
A Paixão de ler tem sido para o Homem uma oportunidade de criar e mostrar a beleza do espaço envolvente e da nobreza que os livros nos enaltecem.
Pelo mundo podemos apreciar a sensibilidade e a maravilha dos livros e das bibliotecas...
Eis alguns exemplos....
Pelo mundo podemos apreciar a sensibilidade e a maravilha dos livros e das bibliotecas...
Eis alguns exemplos....
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